GANHO DE CAUSA

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A saúde, os erros e a busca por Justiça

Por Ricardo Claudino Pessanha

Pais revoltados com atendimento dado aos filhos, vaselina aplicada no lugar de soro fisiológico, objetos deixados no corpo de pacientes após cirurgias e leite e café injetados na veia de uma senhora. Esses são alguns dos casos recentes que ganharam repercussão na mídia. Erros cometidos por profissionais da área médica parecem estar mais comuns e, justamente por isso, não devem ser vistos com conformismo, mas, sim, devem gerar cada vez mais indignação na população.

 

Por se tratar da saúde e da vida de pessoas, esses fatos motivam a busca pela Justiça e, na maioria das vezes, geram reparação material e moral pelo dano causado. É certo que indenizações não são suficientes para compensar os prejuízos, mas elas refletem a mobilização e a atitude de denunciar. Essas condutas é que fazem com que as providências sejam tomadas e os serviços de saúde sejam melhorados, evitando, assim, novas falhas.

Seja em casos de erro do próprio médico, dos demais profissionais da equipe ou mesmo por falta de estrutura de hospitais e clínicas, temos que considerar que a saúde e a vida são os direitos e os bens mais valiosos que possuímos e, por isso, a proteção jurídica deles deve ser efetiva e imediata.

Ganhar uma causa por conta desses erros depende de conseguir comprovar que eles foram causados por imprudência, imperícia, negligência ou mesmo dolo do médico ou do profissional da saúde. Alguns casos são muito claros e isentos de dúvidas, mas outros não são tão aparentes e podem depender de perícia para estarem configurados.

É certo que erros sempre ocorrerão em decorrência da falibilidade humana. Um médico, por melhor que seja e por mais bem assistido que esteja, nunca terá completo e total domínio da saúde de seu paciente. Por outro lado, entretanto, a imensa quantidade de erros poderia ser evitada, com uma atuação mais minuciosa, com menor quantidade de atendimentos por médico, com maior reciclagem dos profissionais, ou seja, trabalhando os fatores que levam ao colapso do sistema de saúde do país.

Enquanto isso não acontece, a imprensa vem ocupando um papel fundamental nessa história, evidenciando a real situação dos serviços médicos e propiciando, assim, uma maior compreensão da população de seus direitos.

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