Crossfit machuca?


É preciso ficar atento às limitações

CrossFit é um programa de condicionamento e força de movimento variado, de alta intensidade, funcional e que vem apresentando um enorme crescimento em popularidade em todo o mundo. Junto com a fama, vieram muitas críticas quanto às lesões potenciais (lesões músculo-esqueléticas).

Um estudo no Reino Unido (The nature and prevalence of injury during CrossFit training. Journal of strength and conditioning research. Nov 2013) teve como objetivo principal determinar as taxas de lesão e perfis dos “crossfiteiros” e foi identificado que 73,5% sofreram algum tipo de lesão durante o treinamento relacionado ao esporte. Destes, 7,0% dos lesionados necessitaram de intervenção cirúrgica. Houve uma taxa de 3,1 lesões por 1000 horas de treinamento.

Dentre as lesões, ombro e coluna vertebral predominam. Quando comparadas, essas taxas são semelhantes na literatura, para esportes como levantamento de peso olímpico, power-lifting e ginástica.

CONCLUSÃO: As chances de lesão são SEMELHANTES a outros esportes de impacto e alto rendimento. Quanto maior a intensidade do treino, maior o risco de lesões.

Portanto, para minimizar esses riscos, o atleta e seu instrutor devem reconhecer e respeitar as limitações, ditando o ritmo do treino de acordo com a capacidade física individual do atleta.

Com colaboração de Dr. Thairon Medeiros.

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