Uso de repelente em excesso pode causar alergias


Saiba a forma adequada de usar o produto e ficar protegido

Em tempos de epidemias de febre amarela, zika, dengue e chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, muitas pessoas têm buscado formas de se proteger ao máximo do inseto.

Uma delas é o repelente. Embora seja um aliado importante, o produto usado em excesso pode causar dermatite alérgica, um tipo de inflamação na pele. Segundo a dermatologista Aline Cabral, é importante verificar o número de aplicações por dia recomendado pelo fabricante na embalagem. 

“Passar até três vezes ao dia é o limite. Dependendo da concentração do princípio ativo usado para afastar o mosquito, até duas vezes. Além disso, a aplicação se restringe às partes do corpo que ficam expostas ao ambiente”, alerta. 

Aline Cabral recomenda que as pessoas priorizem os momentos de maior risco, como nas primeiras horas da manhã e no final da tarde e quando vão a locais onde habitualmente há muitos insetos. “O repelente é só para as piores situações e precisa ser retirado do corpo após o período de exposição, no banho, com água e sabonete”, ressalta.

Gestantes, bebês e crianças

De acordo com a médica, o uso por grávidas deve ocorrer sob orientação de um dermatologista ou do obstetra. Já bebês com menos de seis meses não podem ter contato com o composto químico.

“A pele, nessa faixa etária, ainda é muito sensível, e a área corporal, pequena, o que faz com que o produto seja absorvido rapidamente, com possibilidade de provocar intoxicação. E o uso em crianças de até dois anos ainda é arriscado. A alternativa para elas são aqueles à base de IR3535, cujo efeito permanece por aproximadamente quatro horas”, explica.

Acima dos dois anos

Para crianças com mais de dois anos de idade e adultos, o leque é maior. “Existem repelentes que duram mais tempo, até 10 horas, e são mais potentes, como aqueles à base de icaridina, um derivado da pimenta. Esses são um pouco mais caros”, comenta Aline Cabral.

Há ainda alguns óleos naturais, que têm baixo potencial alergênico, a exemplo dos de amêndoa e de citronela. “Eles são mais baratos e seguros, porém evaporam muito rápido” informa ela.

Como medidas de proteção complementares tanto para adultos quanto para os pequeninos, a dermatologista sugere a instalação de telas nas janelas e de mosquiteiros sobre camas e berços e também o uso de roupas claras e largas, feitas de tecidos grossos e tramas fechadas e que cubram braços e pernas.

Veja abaixo algumas recomendações sobre o uso do repelente:

  • Aplicar no máximo três vezes ao dia;
  • Evitar passar no rosto, em áreas íntimas, mucosas e debaixo das roupas;
  • Não usar em crianças menores de seis meses;
  • Não utilizar o produto sem orientação médica durante na gravidez e em crianças de até dois anos de idade;
  • Lavar as mãos após o uso;
  • Não aplicar nas mãos das crianças, pois elas podem levá-las à boca, ingerindo o produto, ou aos olhos, causando irritação. Pelo mesmo motivo, não passar o repelente nas áreas próximas ao nariz, à boca e aos olhos;
  • Não dormir com o repelente. Prefira os dispositivos elétricos e as telas em janelas e em portas;
  • Retirar o produto do corpo com água e sabonete quando passado o período de exposição ao perigo do mosquito;
  • Não misturar com hidratante ou filtro solar. Aplique um dos dois primeiro e espere secar para depois passar o repelente;
  • Optar pelo repelente em creme ou em loção para as áreas mais ressecadas. Prefira as versões em spray ou aerossol para regiões mais extensas ou com pelos.

Outras formas de proteção:

  • Combater os criadouros do mosquito;
  • Evitar o uso de perfumes, pois atraem insetos;
  • Fechar janelas nos períodos do nascer e do por do sol;
  • Instalar telas nas janelas e mosquiteiros sobre camas e berços;
  • Aplicar permetrina a 0,5% em spray nas telas das janelas, mosquiteiros e na parte externa das roupas, antes de vesti-las;
  • Usar roupas claras e largas, feitas com tecidos grossos e tramas fechadas, e que cubram braços e pernas. Peças escuras atraem insetos, e as coladas ao corpo não impedem a picada.

 

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