O TEMPO NÃO PAROU

Por Ademilson Mota

A gente não percebe, mas estamos sempre correndo. Muitos pensam que é para o começo e outros para o fim. O certo é que ninguém deseja ficar parado esperando acontecer.

Esses dizeres poderiam encaixar em muitas circunstâncias. Porém, em todas as situações não passa de uma indicação de incertezas que confunde nossos sentidos de segurança.

Quando inseguro a nossa capacidade está propensa a hesitar e demonstrar sua volubilidade.

Parece, mas não estamos falando de experiência adversa de um trauma psicológico emocional do indivíduo. Mas, na forma de condução de um negócio quando o assunto é ambiente estéril.

Quando o ambiente se torna inócuo e os esforços não produzem os efeitos esperados, fica quase que incapaz de obter um resultado satisfatório.

Poucos param para pensar na vida do negócio e ninguém abre um para deixar a falência fechar a porta em seguida. Mas, quando a direção é obtusa por incertezas, o decurso do negócio acumula sequelas e o colapso é o mais certo para acontecer.

Esse improfícuo não pode tirar seus planos, apenas mudar o tempo para alcançar. Mas, o negócio vai malograr quando não se tem um plano para orientar o enfrentamento dos desafios.

Começar um negócio sem plano, sem dinheiro e com pouco conhecimento é o que mais acontece no contexto da informalidade. Muito embora, a maioria desses aspirantes tem como característica marcante a força de vontade.

Iguais a eles, todos querem ganhar dinheiro. Mas, neste momento, a maior parte está competindo pelo troco da padaria e assim, o negócio não vai alavancar em tempo algum.

Vejo, como uma paranoia cansativa a busca pelo troco do pão, a qual se iguala a disputa do pombo pelo milho lançado a praça.

Essas aves, não traçam um roteiro para direcionar o trajeto até alimentação e muito menos, conseguem alcançar sua comida antes de bater ao solo. Então, elas se balburdiam desajustadas no chão.

Correr o tempo todo, voejos baixos e desorientados, só vão gerar impactos desgastantes que dizimam o que esses têm de melhor que é a força de vontade.

Por este ângulo, se percebe e não nega que os negócios estão convivendo em um ambiente estéril no momento. Porém, mesmos nossos desejos sendo diferentes da realidade, se pode encontrar pontos sincronizados entre o negócio e o ambiente.

São muitas as incertezas, imprecisões e distrações, logo serão poucas as convergências seguras para o futuro. Mas, será necessário conviver com essas condições.

Ninguém deseja fechar a porta do seu negócio, mas será preciso quebrar as paredes para abrir novas formas de competir diferente. O tempo não vai parar e ninguém deseja ficar esperando acontecer.

Então, para não competir pelo troco da padaria será necessário se adaptar as transformações e apostar em formas de sair das paredes do negócio com inteligência e astúcia.

Sendo isto possível através de um plano coesivo com o momento, para assim evitar as fissuras das inconstâncias do ambiente estéril.

O mercado monstra o que sempre foi, ou seja, um local sincronizado com os acontecimentos e o seu negócio jamais poderá seguir uma direção oposta.

Você dirige seu foco, mas é o mercado que dita as coordenadas. Se o tempo voa ninguém tem certeza. Mas, que estamos chegando cada vez mais perto isso fica claro. Então, vamos correr pois o tempo não vai parar.

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