Vera Fischer foi a homenageada do 26º Festival de Cinema de Vitória

Com um currículo extenso, incluindo filmes, novelas, peças teatrais, séries e programas especiais de TV, Vera Fischer foi a escolhida para uma homenagem no 26º Festival de Cinema de Vitória.

A atriz Vera Fischer esteve na cidade e recebeu jornalistas em coletiva para um bate-papo bastante descontraído.

Vera falou sobre algumas de suas atuações no teatro, cinema e TV, destacando os trabalhos que mais se identificou como Riacho Doce e a minissérie Desejo.

Como se sente por estar recebendo o prêmio em Vitória?

Estou muito honrada de estar aqui nesta terra que é linda e limpa e tão parecida com o Rio de Janeiro. Me sinto abençoada em poder fazer coisas que eu gosto. Sou apaixonada por arte. Está dentro de mim e tenho que colocar para fora.

Como você vê a atual situação do cinema no país?

O governo está com raiva de artista. Somos os vilões. A arte é uma coisa perniciosa. É isso que eu sinto e não sei como vamos conseguir sair desse perrengue. Algumas pessoas tiram o dinheiro do próprio bolso para fazer cinema.

Como está a sua relação com o cinema desde seu último trabalho, há cerca de 20 anos?

Minha relação com o cinema é uma incógnita. Não tive mais a chance de atuar, por não ser convidada. O cinema se tornou masculino e com menos espaço para mulheres. No entanto, em 2018, fui chamada para fazer “Quase Alguém”, de Daniel Ghivelder. É a história de uma grande mulher, artista que tem problemas com a filha. O filme é sobre o embate das duas. Temos previsão que esse filme vá estrear no primeiro semestre de 2020. Acho que será uma grande retomada desses filmes existenciais”.

Você começou aulas de música. Tem algum projeto que você pretende realizar cantando?

Há cerca de 3 meses faço aula de canto. Não quero virar cantora porque é impossível, mas vai me ajudar. Tive um nódulo nas cordas vocais que modificou minha voz, nunca mais voltou a ficar normal. Eu canto algumas coisas tipo a Marlene Bitrix. Vai ter uma hora que vou querer sentar num lugar e cantar. Tenho bom gosto musical e posso cantar quando estiver com um grupo de amigos. Se der certo posso rodar o Brasil cantando em barezinhos.

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