Distonia: o distúrbio neurológico do movimento que causa dor e pode comprometer a vida do paciente


Com cerca de 65 mil casos no Brasil, a condição é dolorosa e de difícil diagnóstico

Com o objetivo de gerar conhecimento e alertar a população para o diagnóstico precoce, no dia 6 de maio é celebrado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Distonia, distúrbio neurológico caracterizado por movimentos involuntários decorrentes de contração muscular.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 65 mil brasileiros são afetados pela condição. A distonia pode se manifestar em diferentes idades, mas é mais comum entre 40 e 60 anos. Tem maior incidência em mulheres, cerca de três casos para cada homem e o diagnóstico é difícil. “Muitas vezes a distonia é confundida com outras doenças de ordem neurológica, e até mesmo com tiques nervosos, o que retarda o diagnóstico e prejudica o tratamento”, afirma o Dr. Nasser Allan, Neurologista e PHD em Neurociências.

As causas são indefinidas em 2/3 dos casos. Nas demais ocorrências, a doença pode ser ocasionada por exposição a drogas, lesões cerebrais, transtornos metabólicos, entre outros.

“Em casos moderados ou graves a distonia pode limitar a vida do paciente, dificultando fala, andar, escrever, comer sozinho, tomar banho, entre outras ações cotidianas”, explica o especialista.

Um outro ponto sensível na rotina de quem sofre com a distonia é o preconceito em função dos movimentos involuntários, frequentemente confundidos com doenças que afetam a capacidade intelectual e o comportamento.

O tratamento é medicamentoso nas formas generalizadas. Para as manifestações focais aplica-se Toxina Botulínica A, feita diretamente nos músculos acometidos, como forma de inibir a contração involuntária, além de diminuir a dor e possibilitar a retomada mais harmônica dos movimentos.

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