Aceito clientes, vagas abertas

Por Ademilson Mota

A roda do moinho sempre gira no mesmo lugar. Mas, a água que move a roda nunca é a mesma, pois ela segue seu curso sem voltar para trás.  O ambiente de negócio também é assim. Porque, ele se reposiciona a cada movimento e exige uma melhor versão de si para competir. Competir sem clientes é uma paranoia, então você tem vagas para clientes?

O ambiente de negócio se recoloca todas as vezes que surgem transições no seu curso. Porém, nesses períodos, o meio empresarial sempre intenta uma maneira de transferir o dinheiro da mente do empresário para o caixa do negócio. Mas, sem cliente isso é impossível

Sem ruptura, todos pensam em minerar clientes para varejar seus produtos e assim, promover a retomada do movimento. Ninguém vive em órbita, enquanto a roda do moinho tem o eixo para não sair vagando, o comércio possui os clientes como ponte de sua sustentação para não cair em falência.

Ademilson Mota é Doutor em Ciências Econômicas, Especialista em Sistemas Logísticos Empresariais, Docência Superior e Bacharel em Administração

Nunca foi segredo que o cliente possui perfil, cultura, hábitos e aspirações que podem ser mapeados. Mas, quando decai um período de transição, sempre será necessário reposicionar em um novo jeito para se alinhar a necessidades das mudanças.

Mudanças que freiam o dinamismo do mercado e que acontecem por várias razões, sendo principalmente, pelo desapossamento do poder aquisitivo da população.  Nesse caso, as pessoas ficam com seu orçamento reduzido.

Naturalmente que esse diminuto no orçamento afeta o estilo de vida das pessoas, os quais passam a gastar menos com produtos e serviços. Sincronicamente, as empresas perdem rendimentos e começam a enfrentar recessões e nesse exíguo, não tem como as empresas não pensar em cortar despesas para enxugar seus gastos.

Um movimento rotativo espiral que arruína o ambiente de negócio e exige uma melhor versão de todos para competir. Nesse momento, só vai conseguir transferir o dinheiro da mente para a sua carteira aquele que conseguir encontrar o umbigo da formiga.

Por isso, será necessário descobrir o que os outros não acreditam e isso nunca será sorte, mas sim competência para atravessar essa dimensão com direção rumo ao propósito.

No corredor de negócio o cliente passa a ser muito raro e quando surge é mais varejista e menos profuso. Muitos tornam bairristas, ou seja, passam a fazer suas aquisições nas proximidades de suas moradias, para evitar gasto com deslocamentos e a consumir produtos mais convenientes e distante das tendências antes influenciadas.

A priori, o radar do propósito do negócio nunca deverá ser o dinheiro e sim o cliente convertido em resultado.

Nessa compreensão, será interessante ter algo para a comunidade na qual a empresa está inserida. Nesse caso, algo que gera resultados positivos para a comunidade e que a move para a direção do negócio.

Mostrar interesse compartilhado gera uma identidade de aproximação e cria uma ponte entre o negócio e a comunidade. Diante disso, será necessário imantar o negócio convertidos para atribuir credibilidade, clareza, segurança e comunicação.

  • A credibilidade será o atributo fundamental para conceder a confiabilidade no relacionamento cliente negócio. O Negócio precisa se adequar aos padrões do consumidor exigente, demonstrando que o objetivo final da empresa visa gerar valor para ter uma relação duradoura. O cliente sempre conhece o interesse verdadeiro da empresa e no momento não tem como sustentar uma farsa.
  • A clareza é possuir um discurso inteligível que expressa entendimento com percepção de compreensibilidade. A transparência nos negócios tem de ser uma qualidade natural da empresa. O princípio da lisura vindo da clareza representa e assegura sustentabilidade dos acordos com decência entre a empresa e os clientes, sem que haja a expectativa de exploração.
  • A segurança garante a proteção e conserva a condição do relacionamento sólido entre as partes. Extingue situações de receios e estabiliza as incertezas de forma que resguarde o propósito pautado.
  • A comunicação com afiança de proximidade e com intercurso de feedback, para reação a um estímulo que alimenta e envolve as participações dos clientes no radar do negócio. Desse canal se espera colher a junção do entendimento no ambiente da empresa, comunidade, cliente e consumo.

Assim um cliente não é só dinheiro. Mas, uma conversão de resultado para prosperar a favor de uma construção que movimenta e não deixa a roda parar. Pois, o que movimenta o negócio é o cliente e ele deve fazer parte do propósito empresarial.

Então, vamos abrir vagas para clientes? Para isso, você deve encontrar o umbigo da formiga. Caso contrário, você não vai colocar no caixa o dinheiro que está em sua mente.

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